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De quem devo ser “o próximo”?

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

Bom samaritano

Evangelho – L 10,25-37

25Um mestre da Lei

 se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou:

— Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?

26Jesus respondeu:

— O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?

27O homem respondeu:

— “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.”

28 — A sua resposta está certa! — disse Jesus. — Faça isso e você viverá.

29Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou:

— Mas quem é o meu próximo?

30Jesus respondeu  assim:

— Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. 31Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada.32Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. 33Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. 34Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo:

— Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele.

36Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:

— Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?

37— Aquele que o socorreu! — respondeu o mestre da Lei.

E Jesus disse:

— Pois vá e faça a mesma coisa.

Bom dia, Trindade Santa. Bom dia amigos! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

Quem é o meu próximo? De quem devo me fazer “o próximo”?  são perguntas que hoje somos convidados a nos fazer.

A parábola do evangelho de hoje desnuda a hipocrisia dos que se recusam a fazer o bem, mesmo sendo esta a missão por eles abraçada, e revela o quanto de bom pode vir daqueles que julgamos precipitadamente. O samaritano nem refletiu sobre os estereótipos que envolviam sua cultura com a do homem que precisava de ajuda. Simplesmente colocou-se a serviço. Enquanto isso, aqueles que mais pregavam o bem, deram as costas ao ferido.

“Resumo da ópera”: ficamos investigando para saber quem seria o nosso próximo enquanto ele passa por nós sem que percebamos. Nesse sentido, pensemos:

- Quem é o meu próximo hoje, nesta segunda-feira, início da semana. O que ele precisa que eu faça por ele? Descobrir isso e fazer um plano de ação em nossa mente para que possamos diminuir seu “sofrimento”, é nossa tarefa da semana.

Nesse sentido, é interessante perceber que o samaritano não só prestou socorro ao ferido, mas se importou com ele. O verbo “importar”, marcadamente com o prefixo “in, significa “trazer em si; envolver, implicar” (Aurélio). Em outras palavras, importar-se com o outro, é trazer suas demandas para dentro de nós. Qualquer que seja o problema do outro, o que Jesus hoje espera de nós é que nos envolvamos, que nos comprometamos, de fato.

O samaritano deu o suporte necessário para o problema daquele homem ferido fosse definitivamente resolvido. É claro que nem sempre conseguiremos por fim ao sofrimento do outro, mas o simples fato de nos colocarmos à disposição, já é bem significativo. Muitas vezes, atendemos o outro mais para nos livrarmos dele do que propriamente porque nos compadecemos. Não é isso que Jesus nos sugere.

É importante nunca perder de vista que o meu próximo pode ser qualquer pessoa. O que define o nosso próximo é muito mais a situação vivida do que propriamente as relações cotidianas nossas.

Perguntar quem é o nosso próximo nos coloca, também, na situação de nos fazermos próximos. O samaritano, conforme o final do evangelho, tornou-se o próximo do homem ferido. Foi ele quem se aproximou. Portanto, precisamos enxergar aquele que precisa de nós e nos aproximarmos ao invés de esperar que nos peça ajuda, embora o inverso também aconteça. Muitas vezes, aquele que mais precisa de nós é o que menos pede, menos se evidencie e, se não tivermos a sensibilidade para nos colocarmos em prontidão, perderemos a oportunidade de sermos úteis.

Precisamos aprender que quem ajuda ganha sempre muito mais do que aquele que é ajudado, desde que a oferta seja gratuita, claro. A solidariedade é um bem que quanto mais se dá mais se ganha. Nosso coração precisa aprender a se alegrar quando nos sacrificamos por alguém.

Peçamos ao Espírito Santo que ilumine nossa mente ao longo dessa semana para que nos esqueçamos um pouco de nossos problemas, de nosso egoísmo, e consigamos enxergar o nosso próximo naqueles que realmente precisam de nosso apoio e que nem sempre percebemos. Que nos prontifiquemos a ajudar de coração aberto, sem pensar em estereótipos e preconceitos. Que consigamos, verdadeiramente, nos importar com aquele de quem devemos nos fazer próximos.

Amém!

Ana Paula Ferreira – Família Missionária Verbum Dei – Belo Horizonte

 

 

 

One Response to “De quem devo ser “o próximo”?”

  1. Jacy Pedro Milanezi disse:

    Está meditação de hoje me despertou que devo sempre que possível buscar o meu próximo.Não tinha isso claro dentro de mim. Obrigado e paz e bem a todos aqueles busca o bem.

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