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Senhor, ensina-nos a orar com o coração e com a vida!

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

Evangelho: Lucas 11,1-4

“Um dia Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu:

— Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele.

Jesus respondeu:

— Quando vocês orarem, digam:

“Pai, que todos reconheçam

que o teu nome é santo.

Venha o teu Reino.

Dá-nos cada dia o alimento

que precisamos.

Perdoa os nossos pecados,

pois nós também perdoamos

todos os que nos ofendem.

E não deixes que sejamos tentados.”

 

Reflexão:

Hoje, véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida, peçamos ao Pai, por intercessão de Maria, a graça de uma oração simples e profunda, como a de Jesus.

No Evangelho de hoje, os discípulos veem Jesus orar e, quando ele termina, pedem-lhe que os ensine. O que viram no semblante de Jesus para desejar entrar na mesma relação que Ele tinha com o Pai? Contemplar a cena, colocar-me aí, junto do Senhor ou em seu lugar, junto dos discípulos ou no lugar de um deles, sem pressa, deixando que brotem em mim também sentimentos e desejos.

Jesus é mestre de oração. Pedir-lhe para entrar em sua escola. Ouvir o que ele ensina. “Quando vocês orarem, digam: ‘Pai’”. Como é a minha relação com Deus – próxima? Distante? Fujo da oração? Em que circunstâncias? Por que? Que imagem de Deus eu tenho? Pedir a Jesus que me introduza na sua relação com o Paizinho querido, o Abbá, e na experiência de seu amor incondicional.

“Que todos reconheçam que o teu nome é santo.” Desde o início, a dimensão fraterna já aparece. Não se trata de “eu e Deus, Deus e eu”. Como a minha relação íntima e pessoal com o Pai influencia a minha vida? E como esta revela aos demais o Rosto de Deus, faz com que os irmãos possam reconhecer sua bondade, ser atingidos por ela?

“Venha o teu Reino.” Pedimos muitas coisas na oração. O que eu costumo pedir? Alguma vez uni-me a esse pedido de Jesus? O que ele significa para mim e para a realidade atual?

partilha-do-pao“Dá-nos cada dia o alimento que precisamos.” Mais uma vez o “nós” aparece. Jesus não se compreende sem o Pai e não se compreende sem os irmãos. O Cristianismo continua sendo a maior religião do mundo. 1/3 da população mundial é formado por cristãos, que passam de dois bilhões de pessoas. Se, no entanto, 108 milhões de pessoas passam fome (ou insegurança alimentar grave), parece que a oração do cristão não tem sido a que Jesus ensinou, porque não impacta a sua vida como impactou a de Jesus rumo ao irmão. Por que isso acontece?

E na minha vida, que impacto o “Pai nosso” tem gerado na partilha do que tenho e sou e no perdão? Aliás, duas faces de uma mesma moeda, pois a palavra “perdão” significa “fazer-se dom para o outro”. Se não sei perdoar, dificilmente serei solidário, e vice-versa. Como estão as relações fraternas na minha vida?

Senhor, ensina-me a orar! Que O Amor me alimente e transforme, e seja mais forte em mim do que as tentações do egoísmo, individualismo, consumismo e qualquer outra que me fecha ao irmão. Amém!

 

Tania Pulier, jornalista e teóloga, membro da CVX Cardoner e da Família Missionária Verbum Dei

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