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“Cantem para nós as canções de Sião.”

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

Vem, Espírito Santo, e abre-me o ouvido

para escutar a Palavra.

Vem, Espírito Santo, e impele-me a viver a Palavra.

Vem, Espírito Santo, neste caminho de preparação para a Páscoa,

para que junto a outros, possa crer e anunciar a Boa Nova.

Amém.

 

TEXTO BÍBLICO: João 3.14-21

14 — Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, 15para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. 16Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. 17Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.

18— Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus. 19E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau. 20Pois todos os que fazem o mal odeiam a luz e fogem dela, para que ninguém veja as coisas más que eles fazem. 21Mas os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de Deus.

1. LEITURA

Que diz o texto?

 

Algumas perguntas para ajudá-lo em uma leitura atenta…

· Que relação vemos entre o que fez Moisés com a serpente (cf. Nm 21.4-9) e a morte de Jesus?

· Em que se manifestou o grande amor de Deus pelo mundo?

· Quem nos julgará, Jesus ou nossas próprias obras?

· Por que os que agem mal fogem da luz, ao passo que os bons dela se aproximam?

 

Algumas pistas para compreender o texto:

Pe. Damian Nannini1

 

Este texto é a continuação do diálogo de Jesus com Nicodemos sobre o tema do novo nascimento pelo Espírito (Jo 3.1-12). Aqui nos deparamos de preferência com um monólogo de Jesus sobre o tema do Mistério Redentor e sobre o julgamento dos homens.

O começo deste texto tem como pano de fundo o relato de Nm 21.4-9. Ali se narra que o povo murmurou contra Iahweh e contra Moisés; então Deus castigou esta rebelião enviando umas “cobras venenosas”. Quando o povo se arrepende e confessa seu pecado, Deus ordena a Moisés: “Faça uma cobra de metal e pregue num poste. Quem for mordido deverá olhar para ela e assim ficará curado” (Nm 21.9). Observemos que fica enfatizada a ambiguidade ou ambivalência da serpente: por um lado, as serpentes venenosas são uma expressão da serpente original, causadora do pecado do homem e símbolo da morte; por outro, a serpente de metal é benéfica para o povo e símbolo da vontade salvífica de Deus. E isto passa para o quarto evangelho, onde a ambiguidade do símbolo da serpente serve para expressar a dupla faceta do mistério pascal: uma negativa, a morte; outra positiva, a ressurreição. A morte está associada ao pecado, ao triunfo do mal e da serpente originária. Contudo, a esta negatividade se sucede a positividade do triunfo da vida mediante a exaltação ou elevação na cruz. A serpente levantada ao alto vence o mal provocado pelas serpentes venenosas. Jesus, ao ser levantado na cruz, vence o mal causado pela serpente das origens, ou seja, o pecado do mundo.

Portanto, o evangelho insiste em que a salvação nos vem pela entrega do Filho e é obra de Deus, que “tanto amou o mundo”. Diante desta doação amorosa da salvação eterna por parte do Pai, os homens têm de optar, recebê-la ou rechaçá-la, crer ou não crer nela. E esta opção é tão fundamental que decide, já no presente, a salvação ou condenação do homem. E nisto mesmo consiste o julgamento, porquanto no evangelho de João o juízo se dá já no presente e provoca a separação entre os homens conforme aceitem ou rejeitem Jesus Cristo como revelador do Pai.

Na parte final do texto de hoje, busca-se desentranhar o mistério da rejeição – por parte dos homens – de Jesus Cristo, a Luz, a Verdade. Ao que parece, existe uma opção prévia, do coração dos homens, pelas obras do mal, e eles preferem que fiquem ocultas nas trevas e na mentira que as envolvem. Não se animam a trazer à luz o mal de seu coração para serem iluminados, curados, salvados. No fundo, permanece o misterioso poder da liberdade humana, que pode rejeitar até o amor do Pai manifestado na entrega do Filho.

 

O que o Senhor me diz no texto?

O evangelho convida-nos a olhar a obra de Deus, o que Deus faz por e em nós; por que o faz e como o faz. Convida-nos a olhar para o alto, visto que a salvação vem de fora de nós mesmos, vem somente de Deus e de seu amor: “Sim, Deus amou o mundo tanto …”. E aqui também se redimensiona nosso agir: é preciso deixar-se iluminar por este amor e aproximar-se dele; isto é fazer a verdade, agir em plena luz. São estas as “ações feitas de acordo com a vontade de Deus” (Jo 3.21).

Diante desta primazia do agir de Deus, é preciso aprender a deixá-lo operar. O olhar introspectivo das duas primeiras semanas da Quaresma deve ceder o lugar a um olhar para Deus e sua graça. Elevar o olhar para ele, que foi elevado ao alto e de onde nos virá a salvação. Fixar o olhar em Cristo crucificado e esperar sua graça. Ele pode fazer o que nós não podemos; portanto, faz-se necessário entregar tudo em suas mãos. Evidentemente este abandono em Deus não é o mesmo que um despreocupar-se da própria vida nem das próprias obrigações. O olhar deve estar atento a Deus, mas para acompanhar seu agir, para reforçar a ação da graça e agradecer. A gratidão, a ação de graças a Deus, a Eucaristia é e será nossa melhor resposta.

Por fim, mesmo que não seja um tema menor, continua de pé a misteriosa rejeição dos homens ao amor do Pai manifestado em Cristo, o rechaço da salvação. Pode ser que nos ajude a descrição que faz o cardeal Bergoglio do coração corrupto, que se diferencia do pecador: “Perdoa-se o pecado, mas a corrupção não pode ser perdoada. Simplesmente porque na base de toda atitude corrupta há um cansaço de transcendência: diante do Deus que não se cansa de perdoar, o corrupto erige-se suficiente na expressão de sua saúde: cansa-se de pedir perdão […] O corrupto não tem esperança. O pecador espera o perdão… O corrupto, ao contrário, não, porque não se sente em pecado: triunfou”.

Hoje é um domingo de alegria porque o infinito amor do Pai se nos manifestou em Cristo; porque “a misericórdia não é apenas uma atitude pastoral, mas a essência mesma do Evangelho de Jesus” (Papa Francisco). Portanto, viver na Nova Aliança é viver em e da graça, do amor misericordioso e gratuito do Pai. Cabe-nos crer no amor de Deus e aceitá-lo e, depois, confiar e agradecer.

 

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

 · Olho meus pecados a partir de meus critérios de julgamento ou da misericórdia de Deus?

· Já senti que Deus me ama tanto, a ponto de haver entregue seu Filho por mim?

· Já experimentei alguma vez como Deus é capaz de dos males extrair o bem?

· Creio que minhas boas obras brotam somente de mim ou reconheço a ação da graça em mim?

· Procuro ocultar-me da luz de Deus, ou com simplicidade me aproximo dela?

 

 3. ORAÇÃO

O que respondo ao Senhor me fala no texto?

Obrigado, Pai Todo-Poderoso, por dar-nos teu Filho.

Afasta de mim todo pensamento de superioridade.

Que neste tempo, possa elevar meu olhar e fixar meus olhos nele.

Faze com que não me desinteresse de minha vida nem da de meus irmãos.

Quero acompanhar tua obra em mim

com ações concretas e sinceras.

Que jamais me canse de perdoar.

E se o fizesse, que volte a começar mais uma vez.

Concede-me sempre a esperança em tua ternura e misericórdia.

Amém.

 

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, em minha vida, os ensinamentos do texto?

 

“Jesus, que eu possa olhar-te na cruz e ajudar-te, com minas ações, a continuar a obra que começaste em mim”.

 

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

 

Escolho um dia da semana para celebrar a Eucaristia com minha comunidade, dando graças pela misericórdia de Deus para comigo.

“Ao dizer ‘Deus amou o mundo tanto’ indicou a imensidão de seu amor. O que vem em seguida demonstra a qualidade de seu amor, porque não nos deu nem um servo, nem um anjo (…), mas seu próprio Filho”.

 

São João Crisóstomo

One Response to ““Cantem para nós as canções de Sião.””

  1. Denise Xavier Do Carmo Leme disse:

    A nossa salvação vem do alto ,por isso a cruz d Jesus foi colocada mais alta q as dos outros q seriam cruscificados.
    Assim como as cobras feriam ,assim os pecados nos ferem, nos deixando doentes a mercê da morte ,a cobra d bronze causou a cura das pessoas feridas , das q buscaram buscar no alto a salvação , assim tbm acontece conosco ,qdo feridos pela serpente q é pecado, recorremos a cruz de Jesus q no lugar mais alto no concede o perdão ,a cura .
    Amém.

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