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O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

Leitura: Lucas 1, 46-56

Naquele tempo: Maria disse: ‘A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva.
Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.’ Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Palavra da Salvação.

ORAÇÃO

Hoje a leitura de Lucas nos convida a fazermos nossa oração juntamente com Maria no seu “Magnificat”:

 “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva.” Deus realiza, também em nós, maravilhas o tempo todo. A nossa vida, os nossos relacionamentos familiares e de amizade, o nosso trabalho e todas as circunstâncias da nossa vida, com suas dificuldades como oportunidade de crescimento e com suas agradáveis surpresas que nos alentam o coração, são as maravilhas com que Deus nos presenteia todos os dias.

 “O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos que o temem.”  O que nos causa temor e medo? Algo que supomos maior e mais forte que nós. Sim, nosso temor a Deus não deve ser compreendido como medo de Deus, como se Ele fosse um Pai bravo e punitivo. Nosso temor deve, sim, ser um reconhecimento deste Deus que é um Pai forte, poderoso, infinitamente maior que nós, onipresente e onipotente e que, na mesma dimensão da sua grandiosidade nos ama e cuida de nós. O temor a Deus nos lembra da Sua grandiosidade que merece nosso respeito e que nos aponta para o quanto somos privilegiados por nossa filiação divina. Quando tememos, respeitamos e reconhecemos Seu poder. E mais que isso, passamos a entender a grande graça que temos pela nossa filiação divina.

 “Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração”. Deus Pai mostra sua força diante da soberba humana, quando nos entusiasmamos com nossas conquistas pessoais e nos iludimos com a ideia de que não dependemos de Deus para conseguir o que quer que seja. Mostra-nos que o coração dos filhos de Deus não devem comportar soberba e dureza, pois isso nos afasta do Seu caminho, nos tornando, ao contrário do que imaginamos, fracos e infelizes.

 “Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes.” Esta é a orientação que Deus dá para seus filhos, que derrubemos os poderosos. E o que isso quer dizer? Que devemos minimizar todas as atitudes que subjuguem ou humilhem qualquer pessoa, atitudes de quem se considera poderoso ou melhor que os outros.. Deus eleva os humildes, aqueles que têm a real dimensão dos valores do Reino de Deus e destrona aqueles que se acham poderosos ou superiores aos outros.

 E, finalmente, nos inspiramos no exemplo de Maria, que não só orou, mas agiu. Ela ficou três meses com sua prima Isabel. Foi presença num momento em que Ela mesma devia estar precisando de apoio diante da anunciação do Anjo de que seria a mãe do Salvador. Podemos imaginar os diversos sentimentos que povoavam seu coração, de responsabilidade, susto, insegurança. E que, sobrepondo a todos estes sentimentos, a sua fé na misericórdia e na providência de Deus para que tudo ocorresse segundo a Sua vontade. Confiança esta que lhe possibilitou pensar menos em si mesma e se disponibilizar para sua prima Isabel, compadecendo-se dela ao ponto de percorrer uma enorme distância para estar com ela.

 Maria, mãe queridíssima, que aprendamos com seu exemplo a ter confiança na providência divina e a nos entregar aos cuidados do Pai.  E que assim, também possamos cuidar de quem necessita do nosso apoio e da nossa presença.

 

Maria Luzia de Moraes Fonseca, Família Verbum Dei em Belo Horizonte

 

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