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“Como o orvalho da madrugada, os jovens se encontrarão com o senhor nos montes sagrados”

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

 

Espírito Santo, derrama-te com força.

Espírito Santo, faze com que eu possa receber a Boa Nova.

Espírito Santo, concede-nos um novo Pentecostes

a fim de que possamos viver o Evangelho pessoalmente e em comunidade.

Amém.

 

 

TEXTO BÍBLICO: Lc 9.11b-17

 

Jesus alimenta uma multidão

Mateus 14.13-21; Marcos 6.30-44; João 6.1-14

11bE Jesus recebeu as multidões, falou a respeito do Reino de Deus e curou os que precisavam ser curados.

12Estava anoitecendo, e por isso os doze apóstolos foram e disseram a Jesus:

— Mande esta gente embora. Eles podem ir aos povoados e sítios que ficam por perto daqui e lá encontrarão o que comer e onde ficar, pois este lugar é deserto.

13Mas Jesus respondeu:

— Deem vocês mesmos comida a eles.

Os discípulos disseram:

— Só temos cinco pães e dois peixes. O senhor quer que a gente vá comprar comida para toda esta multidão?

14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Jesus ordenou aos seus discípulos:

— Mandem o povo sentar-se em grupos de mais ou menos cinquenta pessoas.

15Os discípulos obedeceram e mandaram que todos se sentassem. 16Aí Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus por eles. Depois partiu os pães e os peixes e os entregou aos discípulos para que eles distribuíssem ao povo. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram.

 

 

1. LEITURA

Que diz o texto?

 

 

ü Algumas perguntas para ajudá-lo em uma leitura atenta…

 

1. Qual a primeira coisa que Jesus faz ao receber as multidões?

2. Ao chegar a noite, o que os discípulos aconselham a Jesus, e por quê?

3. O que Jesus pede que eles façam? Humanamente, é possível fazer o que Jesus pede?

4. Qual a resposta dos discípulos diante do pedido de Jesus?

5. Que nova ordem Jesus dá aos discípulos agora?

6. Identifique com clareza os verbos das ações de Jesus: a que outra ação de Jesus eles nos remetem?

7. O que fazem os discípulos e como ficam as pessoas?

 

 

 

 

ü Algumas pistas para compreender o texto:

 

Mons. Damian Nannini1

 

 

Lucas situa o relato da multiplicação dos pães depois do retorno dos Doze de sua missão (cf. Lc 9.1-16). Ao chegar, os apóstolos contam a Jesus tudo o que haviam feito, e Jesus, por sua vez, leva-os a um lugar afastado, a Betsaida; no entanto, as pessoas ficam sabendo e os seguem até ali (Lc 9.10-11a). Então Jesus recebe as multidões, fala-lhes do Reino e cura os enfermos.

Como estava anoitecendo, os Doze apóstolos, com sensatez, sugerem a Jesus que despeça as pessoas para que vão aos povoados vizinhos a fim de obterem alimento e abrigo.

A resposta de Jesus a seus discípulos os surpreende sobremaneira: “Deem vocês mesmos comida a eles”. Eles, então, reagem mostrando a Jesus a desproporção existente entre a grande quantidade de gente e os poucos alimentos que têm à disposição: cinco pães e dois peixes. Trata-se de um pedido humanamente impossível, de uma situação sem saída.

O diálogo é interrompido aqui como se Jesus só tivesse querido pôr os discípulos à prova. De fato, em seguida, Jesus assume um grande protagonismo: começa a dar indicações e a realizar ações. Devem-se enfatizar as ações de “pegar os pães e os peixes”, “olhar para o céu”, “dar graças a Deus por eles” e “parti-los”. A distribuição fica por conta dos discípulos. Observamos que as ações de “tomar o pão, dar graças e

partir” são as mesmas que realizará durante a última ceia (cf. Lc 24.30). Isto indica que existe uma clara referência à Eucaristia nesta narração da multiplicação dos pães e dos peixes.

O específico desta narrativa é indicar o poder de Jesus, que multiplica a comida, e sua generosidade, pois dá em abundância: todos se saciam e ainda sobra.

Esta é uma característica do evangelho de Lucas, onde o ministério de Jesus se realiza sob o signo da graça, do dom gratuito e generoso.

 

 

 

O que o Senhor me diz no texto?

 

A Eucaristia é uma realidade muito rica e bela, maravilhosa, divina. E somos convidados a renovar nossa fé na presença de Jesus em cada Eucaristia. Dentro dos diversos aspectos do mistério eucarístico, o evangelho deste ciclo se concentra em sua dimensão de alimento que sacia em abundância. Contudo, não se trata de alimento e nada mais, mas de banquete, de comida festiva e comunitária da que somos convidados a participar e onde, de certa maneira, comemos “à farta”, grátis, pois tudo é puro dom do Senhor.

No “banquete eucarístico” se trata de uma comida que nos faz entrar em comunhão com o mistério de Deus, mais ainda, com o mistério pascal de Jesus. Recebemos, ao participarmos deste banquete sagrado, o mesmo Jesus e os frutos de sua obra redentora. Talvez seja bom não separar demasiadamente a Pessoa de Jesus de sua “ação redentora”, visto que ele mesmo é nossa salvação. De fato, ao entregar-se pessoalmente a nós na Eucaristia, ele nos salva, pois a salvação é a comunhão de vida com ele. Via de regra, o alimento material que se dá, permanece diferente daquele que o doa. Não assim na Eucaristia. Na Eucaristia, Jesus faz-se alimento. Dom e doador são o mesmo. É o que nos dizia o Papa Bento XVI em Sacramentum Caritatis nº 7: “Na Eucaristia, Jesus não dá ‘alguma coisa’, mas dá-se a si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Deste modo dá a totalidade da sua própria vida, manifestando a fonte originária deste amor: Ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós”.

Assim, o fruto principal do mistério Eucarístico é a comunhão vital com Jesus, onde está nossa salvação. Sim, porque é sua entrega pessoal, seu amor até o extremo de dar a vida por nós, o que nos salva. Salva-nos seu amor. Esta é a salvação nesta vida: receber a ele que se nos entrega com infinito Amor. E ao recebê-lo, ao comê-lo, transforma-nos nele.

Está também o fruto da missão e da solidariedade. O dinamismo próprio da Eucaristia, onde o Senhor se “parte” e se entrega por nós, move-nos, a partir de dentro, a “partir-nos” e a entregar-nos a nossos irmãos, especialmente aos pobres e mais necessitados. É o impulso para a missão e para a solidariedade, ao partilhar o alimento e a fé, como o observava o Papa Francisco em sua homilia do Corpus do ano 2016: “’Partir’: esta é a outra palavra que explica o significado da frase ‘fazei isto em memória de Mim’. O próprio Jesus se

repartiu, e reparte, por nós. E pede que façamos dom de nós mesmos, que nos repartamos pelos outros. Foi precisamente este ‘partir o pão’ que se tornou ícone, sinal de reconhecimento de Cristo e dos cristãos. Lembremo-nos de Emaús: reconheceram-No ‘ao partir o pão’ (Lc 24.35). Recordemos a primeira comunidade de Jerusalém: ‘Eram assíduos (…) à fração do pão’ (At 2.42). É a Eucaristia que se torna, desde o início, o centro e a forma da vida da Igreja. Mas pensemos também em todos os santos e santas – famosos ou anónimos – que se ‘repartiram’ a si mesmos, a própria vida, para ‘dar de comer’ aos irmãos. Quantas mães, quantos pais, juntamente com o pão quotidiano cortado sobre a mesa de casa, repartiram o seu coração para fazer crescer os filhos, e fazê-los crescer bem! Quantos cristãos, como cidadãos responsáveis, repartiram a própria vida para defender a dignidade de todos, especialmente dos mais pobres, marginalizados e discriminados! Onde encontram eles a força para fazer tudo isto? Precisamente na Eucaristia: na força do amor do Senhor ressuscitado, que também hoje parte o pão para nós e repete: ‘Fazei isto em memória de Mim’”.

 

 

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

 

1. Estou consciente de que Deus quis estabelecer uma aliança, uma relação de amor comigo e com minha comunidade, e que a missa é a celebração desta aliança?

2. Valorizo que Jesus tenha entregado sua vida, seu corpo e seu sangue para que esta aliança de amizade seja possível e duradoura?

3. Estou consciente de que necessito do alimento de Jesus Eucaristia para poder viver como cristão?

4. A vivência desta entrega de amor de Jesus, celebrada em cada Eucaristia e que me alimenta, move-me a entregar-me pelos demais, a partir-me por eles?

 

 

O que respondo ao Senhor que me fala no texto?

 

Obrigado, Jesus, por te fazeres alimento.

Obrigado por me convidares uma e outra vez para a festa que é para todos.

Que eu possa sentir-te alimento e que, comendo-te,

possa nutrir-me e partir-me para os demais.

Que a Mesa sempre pronta de cada eucaristia

seja ocasião de memória nova, encontro contigo e com meus irmãos,

e sinal vivo de solidariedade partida e repartida.

Estimula-me à mesa da missão, sempre.

Amém.

 

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, em minha vida, os ensinamentos do texto?

 

“Jesus, comida e bebida para o mundo, que eu saiba partir-me para alimentar os demais”.

 

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

 

Durante esta semana, comprometo-me partilhar um alimento ou momento com alguém que esteja passando por alguma dificuldade.

 

“Nossa participação no corpo e no sangue de Cristo

não tende senão a converter-nos naquele que comemos”.

São Leão Magno

One Response to ““Como o orvalho da madrugada, os jovens se encontrarão com o senhor nos montes sagrados””

  1. Thayná disse:

    Que palavra abençoada! Obrigada, por me fazer entender, que às vezes somos colocados na vida de alguém, para que sejamos esse pão repartido em suas vidas!

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