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“Eu louvo a Deus porque ele não deixou de ouvir a minha oração e nunca me negou o seu amor”

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

Espírito Santo, Dom gratuito, renova-me.

Espírito Santo, Perfume delicado, unge-me.

Espírito Santo, Conselho Garantido, reconforta-me.

Espírito Santo, Força Viva, impele-me a viver o Evangelho.

Amém.

TEXTO BÍBLICO: Lc 10.1-12

 

A missão dos setenta e dois

1Depois disso o Senhor escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir. 2Antes de os enviar, ele disse:

— A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao dono da plantação que mande trabalhadores para fazerem a colheita. 3Vão! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos. 4Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias. E não parem no caminho para cumprimentar ninguém. 5Quando entrarem numa casa, façam primeiro esta saudação: “Que a paz esteja nesta casa!” 6Se um homem de paz morar ali, deixem a saudação com ele; mas, se o homem não for de paz, retirem a saudação. 7Fiquem na mesma casa e comam e bebam o que lhes oferecerem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de uma casa para outra.

8 — Quando entrarem numa cidade e forem bem-recebidos, comam a comida que derem a vocês. 9Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: “O Reino de Deus chegou até vocês.” 10Porém, quando entrarem numa cidade e não forem bem-recebidos, vão pelas ruas, dizendo: 11“Até a poeira desta cidade que grudou nos nossos pés nós sacudimos contra vocês! Mas lembrem disto: o Reino de Deus chegou até vocês.”

12E Jesus disse mais isto:

— Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que daquela cidade!

 

1. LEITURA

Que diz o texto?

Algumas perguntas para ajudá-lo em uma leitura atenta…

1. Quantos discípulos o Senhor escolhe e para qual missão?

2. Diante da desproporção entre colheita e trabalhadores, o que devem fazer primeiro?

3. Como os envia? Que significa ser como ovelhas?

4. Que coisas não podem levar? O que devem fazer ao entrarem em uma casa?

5. Onde devem alojar-se e o que devem comer?

6. Que devem fazer com a cidade que não os receber?

 

Algumas pistas para compreender o texto:

Mons. Damian Nannini (Dom Damián Nannini é bispo da Diocese de San Miguel (Argentina); licenciado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.)

 

O evangelho conta-nos como Jesus, depois de haver apresentado claramente as exigências da vida apostólica (evangelho do domingo passado), “escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir”.

O número setenta e dois tem valor simbólico de universalidade, porquanto em Gn 10 (na versão grega), diz-se que os descendentes de Noé que repovoam a terra formam um macrocosmo de 72 povos. Daqui a ideia, própria daquela época, de que as nações que povoavam a terra eram 72. Portanto, insiste-se na universalidade do envio e também dos enviados, pois “Jesus não envia somente os Doze, mas todo o povo de Deus”.

São enviados para preceder e preparar a vinda de Jesus. Não vão em nome próprio, mas no de Jesus, a quem, no fundo, os destinatários devem receber.

A primeira coisa que Jesus lhes pede é que rezem para que haja trabalhadores para a colheita. Fica claro que o “Senhor da Messe” é Deus, que deve enviar os trabalhadores-missionários para que nela trabalhem. A obra é de Deus; por isso, a primeira coisa a fazer é pôr-se em atitude de oração, pedir-lhe que haja muitos enviados para a missão.

Em seguida, vem o envio, no imperativo: “Vão!” E enviou-os como ovelhas para o meio de lobos (10.3). “Como ovelhas” seria símbolo da mansidão em meio a um ambiente hostil.

As recomendações que se seguem acentuam a pobreza de meios dos missionários: “4Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias…”. Com a proibição de levar sequer o mínio indispensável para a viagem, quer-se deixar clara a dependência do missionário em relação ao Senhor e aos destinatários.

A urgência do envio é enfatizada na proibição de saudar pelo caminho. Nada pode distrair ou retardar a missão.

Os missionários são enviados às “casas” da cidade, lugar para o primeiro encontro e para o primeiro anúncio, indicando a importância dos vínculos pessoais para a transmissão da mensagem.

Qual o conteúdo do anúncio? A paz, o dom da paz. Para a Bíblia, a paz indica o conjunto dos bens messiânicos esperados para a era escatológica, de modo particular o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Em estreita união com a paz, está o anúncio da chegada do Reino de Deus, que traz a verdadeira paz. Ao mesmo tempo, a paz, junto com a cura dos enfermos, passar a ser o sinal da chegada do Reino a uma pessoa e a uma família ou casa (10.9).

Além da mensagem de paz, a atitude dos missionários deve ser pacífica.

Insiste-se também em que os missionários devem aceitar a hospitalidade de quem os receber, mas sem tornar-se itinerantes nem pretensiosos.

 

O que o Senhor me diz no texto?

 É possível que quando se fala de missão da Igreja ainda pensemos que seja algo de que se devem ocupar os consagrados, padres e monjas. Jesus, porém, ensina-nos, no evangelho de hoje, que a missão faz parte do seu seguimento. Pelo batismo, todos os cristãos somos discípulos missionários do evangelho. Devemos voltar a sentir que o Senhor nos diz com vigor: “Vão! Eu envio vocês!”.

E não é necessário ir-se para outro lugar ou país. Trata-se de ir ao encontro de cada pessoa com quem nos deparamos a cada dia, com quem partilhamos trabalho, estudo, descanso, esporte. Devemos ir com mansidão até elas, a fim de transmitir-lhes a Paz que o Senhor Jesus nos concede, porque habita em nosso coração. Não é preciso levar mais nada.

E os jovens são especialmente convidados a juntar-se à missão. Na Exortação Cristo Vive, nº 175-177, diz-lhes o Papa Francisco: “Enamorados por Cristo, os jovens são chamados a dar testemunho do Evangelho em toda parte, com a sua própria vida. Santo Alberto Hurtado dizia que ‘ser apóstolo não significa usar um distintivo na lapela do casaco; não significa falar da verdade, mas vivê-la, encarnar-se nela, transformar-se em Cristo. Ser apóstolo não é levar uma tocha na mão, possuir a luz, mas ser a luz […] O Evangelho […], mais do que uma lição, é um exemplo. A mensagem transformada em vida vivida’… O valor do testemunho não significa que se deve manter em silêncio a palavra. Por que é que não havemos de falar de Jesus, contar aos outros que ele nos dá a força de viver, que é bom conversar com ele, que nos faz bem meditar as suas palavras? Jovens, não deixem que o mundo os arraste para compartilhar apenas as coisas negativas ou superficiais. Sejam capazes de ir contracorrente, compartilhar Jesus, comunicar a fé que ele lhes deu…’Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos a todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nossos olhos mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo a todos os ambientes, até às periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor’. E convida-nos a levar, sem medo, o anúncio missionário aos locais onde nos encontrarmos e às pessoas com quem convivermos: no bairro, no estudo, no esporte, nas saídas com os amigos, no voluntariado ou no emprego, é sempre bom e oportuno partilhar a alegria do Evangelho”.

 

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

1. Já senti em meu coração o convite do Senhor para anunciá-lo aos demais?

2. Que temores me impedem de falar de Jesus a meus amigos?

3. Onde me parece ser mais necessário levar a consolação do Evangelho?

4. Já tive alguma experiência de missão? Como me senti na condição de missionário?

 

O que respondo ao Senhor que me fala no texto?

Obrigado, Jesus, por teu envio.

Renova-o uma vez mais.

Livra-me de julgar-me o sabichão:

apenas quero comunicar o que és para mim.

Quem eu esteja sempre em movimento,

como resposta ao teu “Vão!”.

E nunca sozinho, mas sempre com os outros.

Não permitas que fiquemos sentados e acomodados.

Que juntamente com os outros

eu possa ser portador da alegria do Evangelho.

Somente assim o Evangelho será crível, será vida.

Amém.

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, em minha vida, os ensinamentos do texto?

“Jesus, que minha própria vida seja uma missão, e que eu te anuncie em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio.”


5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

Durante esta semana, proponho-me ter um gesto de alegria no lugar em que deva permanecer por mais tempo.

“Gostaria de ser missionária não somente durante alguns anos, mas de ter sido missionária desde a criação do mundo e continuar a sê-lo até à consumação dos séculos…”.

Santa Teresinha do Menino Jesus

 

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