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“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.”

Instruções para a oração:
  - Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  - Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  - Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  - As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  - Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

Espírito Santo, unge-me neste encontro com a Palavra.

Espírito Santo, faze-me testemunha do poder da Palavra.

Espírito Santo, instrui-me através da Palavra

Espírito Santo, leva-me a viver e a anunciar a Palavra junto com meus irmãos.

Amém.

 

TEXTO BÍBLICO: Lc 14.25-33

As condições para ser seguidor de Jesus

Mateus 10.37-39

 

25Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:

26 — Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. 27Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. 28Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. 29Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: 30“Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”

31 — Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. 32Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.

Jesus terminou, dizendo:

33— Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

 

1. LEITURA

Que diz o texto?

 

Algumas perguntas para ajudá-lo em uma leitura atenta…

1. Que condições Jesus impõe à multidão para segui-lo?

2. Que mensagem quer dar-lhes com o exemplo da construção da torre?

3. E o que lhes quer dizer com o exemplo do rei que parte para a batalha?

4. Quanto e ao que se deve renunciado para seguir Jesus e por quê?

 

Algumas pistas para compreender o texto:

*Mons. Damian Nannini (Dom Damián Nannini é bispo da Diocese de San Miguel (Argentina); licenciado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.)

 

O relato começa fazendo referência a uma multidão que caminha com Jesus. Podemos dizer que são os que escutaram o chamado para entrar pela porta estreita, para comprometer-se com Jesus, e começam a responder, pondo-se em movimento. Entretanto, é preciso levar em conta também a parábola imediatamente anterior (Lc 14.15-24), onde os convidados à boda desprezaram o convite, pois não souberam valorizá-lo e, por isso, desculparam-se por razões econômicas ou familiares. Ou seja, estas coisas detêm-nos e impedem-nos entrar pela porta estreita; daí as exigências que se seguem.

Os ouvintes não são ainda discípulos, todos eles, mas são chamados a sê-lo. O que lhes falta é aceitar e viver as condições do seguimento de Jesus, que ele mesmo lhes explicará em seguida.

De fato, os versículos 26 e 27 expressam as exigências necessárias para “ser discípulo”. E quais são as condições necessárias?

A primeira é amar Jesus acima de qualquer outro vínculo humano, em particular os mais íntimos, como são os vínculos familiares (pai, mãe, filhos, irmãos).

Em seguida, é preciso amar Jesus mais do que a si mesmo, mas do que a própria vida.

Em terceiro lugar, carregar a própria cruz e segui-lo.

Se não se dão estas três condições, não se pode ser discípulo de Jesus.

Vistas estas exigências, não será prudente refletir desde já, antes de decidir-se a dar semelhante passo? A resposta a esta última pergunta encontra-se nos versículos 28-32, que trazem duas breves parábolas com uma mesma mensagem fundamental: mister se faz refletir antes de decidir-se a seguir o Senhor depois de haver escutado da boca do próprio Jesus as renúncias que isso implica. Não é prudente nem sábio começar e em seguida deixar a meio caminho. Portanto, não se pode fazer a opção nem forma precipitada, nem de maneira incompleta. É tudo, ou nada; e para sempre.

A perícope encerra-se no versículo 33, com a apresentação de outra condição para ser discípulo de Jesus: estar disposto a renunciar a todos os bens, que, de certo modo, engloba as três anteriores, visto que neste contexto, o termo “bens” refere-se a tudo o que a pessoa possui ou busca possuir: vínculos e afetos; a própria vida, o bem-estar, o material.

 

O que o Senhor me diz no texto?

Não há dúvidas que o evangelho deste domingo nos apresenta mui claramente a estreiteza da porta pela qual somos chamados a passar, se quisermos, verdadeiramente, seguir Jesus, ser seus discípulos.

E é indubitável que a impressão que estas palavras de Jesus costumam provocar em nós é bastante negativa, pois elas assustam-nos, quase nos espantam. E a verdade é que Jesus não nos pede muito – pede-nos tudo. Ou melhor, pede-nos o primeiro e único lugar na ordem dos afetos. Jesus pede-nos que o amemos como a Deus, isto é, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças. E a família? E a própria vida? E os bens? É lícito amá-los, mas de modo subordinado ao amor exclusivo que Jesus reclama. Para alcançar isto, é preciso primeiro renunciar afetivamente a tudo. Mais tarde recuperaremos tudo, mas desta vez já orientado ao amor de Cristo. Há um exemplo que nos pode ajudar a entender isto. É o que acontece quando passamos pelo controle em um aeroporto: temos de deixar de lado tudo o que levamos, a fim de passarmos pela “porta estreita” que detecta metais, enquanto nossas posses passam por aparelho que “escaneia” a bagagem. Depois de passar pela porta, recuperamos nossa bolsa com nossas coisas, já examinadas.

Com outras palavras: “Devemos perguntar-nos se estamos verdadeiramente dispostos a abandonar tudo e a esperar, de bom grado, toda a força unicamente de Deus, deixando que seja ele quem dispõe de toda a nossa vida. Abandonar não significa fugir para um deserto, mas, simplesmente, soltar os dedos aferrados a qualquer coisa que considero um ‘pertence’, a fim de oferecê-lo inteiramente ao Senhor” (P. G. Cabra).

É muito oportuno recordar aqui a frase magistral de São Bento, que resume bem o evangelho de hoje: “Nada antepor ao amor de Cristo”.

 

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

1. Que lugar ocupa o amor por Jesus em minha escala de valores?

2. Que afetos desordenados me impedem seguir radicalmente a Jesus?

3. Já experimentei alguma vez que, renunciando aos afetos descomedidos por Jesus, recupero-os depois, mas desta vez, harmonizados?

4. Já compreendi que devo seguir a Jesus carregando a cruz de meus limites e fragilidades?

5. Já refleti bem antes de decidir-me a seguir o Senhor por inteiro, como pede o evangelho de hoje?

 

O que respondo ao Senhor que me fala no texto?

Obrigado, Jesus, por teu amor.

Quero corresponder a ele com tudo o que sou,

com tudo o que tenho.

Concede-me ser fiel a ti, amar-te acima de tudo e mais do que a todos.

Quer renunciar ao que me desordena.

Dá-me tua coragem para carregar a cruz de minhas fragilidades, e seguir-te.

Completamente. Inteiramente.

Conto contigo, Jesus.

Amém.

 

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, em minha vida, os ensinamentos do texto?

“Jesus, que eu te ame mais do que a todos, mais do que a mim mesmo, que tome minha cruz e te siga”.

 

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

Durante esta semana, proponho-me fazer uma renúncia concreta para deixar que o Senhor ordene meus afetos.

 

“O estilo cristão sem cruz não é cristão, e se a cruz é uma cruz sem Jesus, não é cristã. O estilo cristão toma a cruz com Jesus e segue em frente. Não sem cruz, não sem Jesus”.

Papa Francisco

 

One Response to ““Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.””

  1. Maria de Fátima Oliveira Medeiros disse:

    Amo meditar a lectio divina, sempre acompanhando, porém gostaria que colocasse como antes a data e a passagem do dia só para facilitar.

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